O candidato a deputado estadual Marcellus Campêlo, da Federação União Progressista, diz que é preciso acabar com os lixões a céu aberto no interior, que são nocivos à saúde da população e ao meio ambiente, e preparar o estado para as mudanças climáticas. Ele quer levar para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) uma agenda voltada à ampliação do saneamento básico e à proteção ambiental. As propostas para essas áreas foram apresentadas pelo candidato, segunda-feira (21/9), durante reunião com profissionais das áreas de saneamento e meio ambiente.
Presente no evento, a presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental no Amazonas (ABES-AM), Josi Monteiro, destacou a importância de o debate sobre saneamento e meio ambiente chegar ao Legislativo, acompanhado de conhecimento técnico e experiência prática.
“É importante ter no Legislativo alguém que conheça a realidade do saneamento e do meio ambiente no Amazonas e tenha experiência prática para discutir os desafios do setor. A aproximação com os profissionais que vivem essa realidade todos os dias também contribui para construir políticas públicas mais adequadas às necessidades dos municípios e da população”, ressaltou ela sobre Marcellus Campêlo, que é membro integrante da ABES-AM.
As propostas de Marcellus Campêlo abrangem a expansão do acesso à água tratada, rede de esgoto, drenagem, coleta e tratamento de resíduos. Ele defende que o estado ajude os municípios nessa área com suporte técnico e financeiro. Na Aleam ele também promete reforçar esse apoio, criando as condições para que as prefeituras possam contar com o suporte necessário e com os recursos, através de emenda parlamentar.
A mesma linha deve ser seguida com relação aos impactos das mudanças climáticas, principalmente nas áreas mais vulneráveis a eventos extremos, como alagamentos, enchentes e períodos de seca. A ideia é dar suporte às prefeituras na elaboração de projetos e na busca por recursos para viabilizar obras de drenagem, saneamento e recuperação ambiental.
“Para reduzir os alagamentos, vou propor a criação de um Plano Estadual de Drenagem Urbana. Na área ambiental, também vou buscar recursos para recuperar áreas degradadas, igarapés e nascentes e incentivar cadeias produtivas ligadas à sociobiodiversidade”, afirmou.
No saneamento, o candidato defende uma atuação mais estruturada do estado junto às prefeituras, principalmente para apoiar a elaboração de projetos, a captação de recursos e a execução de obras. Ele citou como um avanço já alcançado durante a sua gestão como secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), a criação da Microrregião de Saneamento Básico do Amazonas (MRSB). A autarquia prevê a gestão compartilhada dos serviços de saneamento entre Estado e municípios, fortalecendo a governança e ampliando a capacidade de investimento.
Reestruturação da Cosama
Ainda durante a reunião, Marcellus Campêlo citou a situação da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), órgão vinculado à Sedurb. Segundo ele, a empresa, que foi totalmente reestruturada durante o governo Wilson Lima, atende, hoje, 15 municípios com abastecimento de água tratada.
O candidato afirmou que pelo menos 33 prefeituras já manifestaram interesse em repassar à companhia a gestão dos sistemas de abastecimento. Diante desse cenário, disse que vai lutar para que o Governo do Estado absorva esses municípios e permita que a Cosama assuma a gestão dos serviços de água, ampliando o atendimento à população.
Campêlo apresentou outras experiências executadas durante sua passagem pela gestão estadual. Ao longo de mais de sete anos à frente da UGPE e, desde 2023, também da Sedurb, Marcellus Campêlo acumulou entregas nas áreas de habitação, saneamento, urbanização, infraestrutura e iluminação. Ao todo, foram mais de 400 obras e ações realizadas em diferentes regiões do Amazonas.
Entre os trabalhos apresentados, Campêlo citou as intervenções de saneamento realizadas em Maués, por meio do Programa de Saneamento Integrado (Prosai), que elevaram para mais de 50% a cobertura de tratamento de esgoto e aumentaram em sete vezes a capacidade de armazenamento de água do município.
Em Parintins, com o Prosai, já foi solucionado o problema de contaminação dos poços utilizados no abastecimento da população, que hoje recebe água tratada e de qualidade nas torneiras.
O projeto Água Boa, da Cosama e Defesa Civil, já beneficiou 60 municípios, levando sistemas com caixas-d’água e purificadores a comunidades rurais, alcançando mais de 67,7 mil famílias.
A experiência de Marcellus Campêlo nessa área também inclui ações associadas a projetos de urbanização, como as realizadas pelo Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+). O programa prevê o plantio de mais de 49 mil mudas em áreas degradadas nas comunidades da Sharp e Manaus 2000, além de outras 17 mil destinadas ao paisagismo.
Na capital, Marcellus Campêlo também destaca outras obras de saneamento realizadas durante sua gestão, entre elas, a construção das Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) de Educandos e Raiz.
Na iluminação pública, o candidato citou o Ilumina+ como exemplo de política que combina infraestrutura e redução do impacto ambiental. O programa chegou a 61 municípios do interior com a instalação de luminárias de LED. A substituição das lâmpadas convencionais pelas de LED pode contribuir para evitar cerca de 100 mil toneladas de CO₂ em dez anos, na atmosfera.
FOTOS: Caio de Biasi








